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James Blake festeja Fonseca: 'Superastro que traz olhos para o tênis'

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01.04.2026

James Blake festeja Fonseca: 'superastro que traz olhos para o tênis'

Alexandre Cossenza viajou a convite do Itaú Unibanco

Alguns meses antes do início do Miami Open, o ex-top 10 e atual diretor do torneio, James Blake, garantiu que todas partidas de João Fonseca seriam disputadas na quadra principal do torneio. Tratava-se de uma promessa incomum considerando que o brasileiro de 19 anos nem seria cabeça de chave, e o evento contava com praticamente todos grandes nomes do tênis mundial: Carlos Alcaraz, Aryna Sabalenka, Jannik Sinner, Coco Gauff, Daniil Medvedev, Naomi Osaka, Iga Swiatek, etc.

Blake surpreendeu até o ex-tenista Andy Roddick, que em seu podcast mostrou-se surpreso com a decisão do diretor. Na ocasião, Blake até destacou que recebeu um aviso da segurança do torneio, sugerindo que Fonseca não deveria mais jogar na Grandstand, a segunda maior quadra do Miami Open, com capacidade para cerca de 5 mil pessoas.

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Tive a chance de bater um papo com Blake no último sábado, pouco antes da final feminina do Miami Open. O diretor não só explicou a questão da segurança como destacou o impacto de Fonseca no torneio. O americano trato o brasileiro como um superastro e elogiou até o processo de ascensão do adolescente: "Adoro como ele também está fazendo as coisas da maneira certa. Não está tentando dar um salto gigante ou algo assim. Ele está tomando seu tempo e fazendo as coisas - na minha opinião - da maneira certa."

Veja abaixo a íntegra da conversa:

Alguns meses atrás você garantiu que João Fonseca só jogaria na quadra principal e, mais tarde, explicou que recebeu um aviso da segurança. Como foi isso?

Ano passado, quando escalamos um jogo dele na Grandstand [segunda maior quadra do complexo, com capacidade para 5 mil pessoas] antes de entendermos o impacto que ele teria, duas partidas antes do jogo dele, já havia um público do lado de fora da Grandstand, com muitas pessoas querendo entrar. Foi dito para nós [pelo time de segurança do torneio] que aquilo não era seguro porque quem saía, não conseguia entrar de volta. Então, no ano passado, tomamos a decisão de que tínhamos que colocá-lo no estádio, e fez sentido quando vimos como o estádio ficou cheio, o nível de empolgação com o jogo dele. Então este ano sabíamos que tínhamos que fazer isto porque a procura é simplesmente alta demais para colocá-lo na Grandstand. Poderia ser perigoso para a torcida. Mas este ano, estaríamos mais preparados se precisássemos fazer isto.

Gostei de como você manteve a palavra porque no primeiro dia da chave principal, quando vocês não puderam usar o estádio [havia questões de manutenção pendentes], você escalou todas as outras partidas, mas não a do João.

Sim. É porque sabemos que há tantos fãs querendo vê-lo. Foi muito empolgante no ano passado quando o vimos pela primeira vez. Agora ele explodiu, é um jogador top 40, muitas pessoas querem vê-lo, a procura é muito alta.

Vi sua entrevista no Served, podcast com Andy Roddick, e ele me pareceu bastante surpreso com essa promessa de colocar João no estádio.

Sei que o tênis se baseia muito no ranking, com muitos jogadores acreditando que o ranking deve estabelecer privilégios. Você recebeu alguns olhares estranhos quando fez essa garantia [de só escalar Fonseca no estádio] em público?

Acho que alguns jogadores pensam assim, mas a maioria, quando pensa no assunto racionalmente, entende que essa quantidade de fãs e essa quantidade de exposição é única do João. Entendo que se alguém fez mais sucesso dentro no circuito espera estar no estádio, mas eles entendem que tênis também é um business. O prêmio em dinheiro está aumentando, e há um motivo pelo qual os patrocinadores estão melhorando. Há muito interesse internacional, e Fonseca é um dos superastros que ajudam a trazer isso, esse tipo de atenção para o tênis.

Acho que é parecido com o que acontece com Alexandra Eala [filipina de 20 anos, atual #45 do ranking, que tem muitos fãs pelo mundo], não?

Sim. Nem tanto aqui em Miami, mas em outros lugares, onde a população filipina é muito grande. Ela se tornou uma superstar internacional. Adoraria pensar que isto começou aqui, no ano passado, quando ela ganhou um wild card [convite da organização] e foi até as semifinais. Criou muita exposição para ela, atraindo muitos fãs ao redor do mundo.

O jogo entre Fonseca e Alcaraz foi recorde de público do torneio, certo?

Sim, foi recorde de público aqui.

Esse recorde ainda se mantém?

Sim. Mais de 17 mil pessoas. Foi o maior número de ingressos que já vendemos.

Não do ponto de vista de diretor, mas como ex-jogador, o que você gosta no jogo do João?

Gosto de como ele joga, com uma atitude agressiva. Acho que ele ainda está descobrindo o quão agressivo deve ser. Se dá uns passos para trás na devolução ou se deve jogar mais à frente... Porque ele tem um forehand monstruoso, então é uma questão de como usar isso e como ser mais eficiente. Mas adoro como ele também está fazendo as coisas da maneira certa. Não está tentando dar um salto gigante ou algo assim. Ele está tomando seu tempo e fazendo as coisas - na minha opinião - da maneira certa. Passando pelo processo. Por mais que todos nós o vejamos como um superastro, ele não está afobando esse processo. Ele está tentando fazer o trabalho para continuar a melhorar o seu jogo, e amo ver isto.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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