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Paciência dos pilotos com novo motor da F1 acabou após lavada da Mercedes

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07.03.2026

Paciência dos pilotos com novo motor da F1 acabou após lavada da Mercedes

"Eu poderia falar por horas", disse Lando Norris, quando perguntado sobre os problemas das novas regras da categoria. "O carro é estranho. Acho que todos sabem quais são as limitações. É o fato de que a divisão é 50/50% (entre energia elétrica e motor a combustão). Simplesmente não funciona. E o modo reta significa que você tem muitos outros problemas para lidar. Você desacelera muito antes das curvas, tem que tirar o pé toda hora para se certificar de que tem bateria."

A descrição do atual campeão da F1 foi ecoada por outros pilotos após a primeira classificação com os novos carros, antes da etapa de abertura da temporada, com largada à 1h da madrugada deste domingo, pelo horário de Brasília, com George Russell na pole position.

"Não estou gostando nada. Mentalmente e em termos de feeling, estou completamente esgotado. Tem muito pouco a ver com corridas", desabafou Max Verstappen após um raro acidente na classificação. "Nunca tinha acontecido isso comigo", disse ele, depois de ver seus pneus traseiros travarem violentamente. Os freios traseiros são uma das fontes de carregamento da bateria.

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É bem verdade que a F1 foi para o circuito de Albert Park sabendo que teria um início difícil para as novas regras. De acordo com as equipes, o circuito é o quarto na lista daqueles em que é mais difícil recarregar as baterias.

Depois dos testes de pré-temporada, a categoria chegou a estudar mudanças nos limites de recuperação e uso da energia elétrica, mas a decisão foi por ver na prática o tamanho da encrenca, para depois agir. Essas mudanças, efetivamente, aumentariam a participação do motor a combustão.

A boa notícia é que mudanças simples, como permitir que o motor recupere mais energia com o chamado superclipping, um tipo de recuperação de energia é feita pelo próprio sistema, sem o piloto ter que intervir, já atenuaria os problemas.

Vantagem da Mercedes preocupa rivais

Outro ponto que desanimou os pilotos foi ver o que todos temiam: a vantagem da Mercedes foi de oito décimos de segundo para o rival mais próximo, Isack Hadjar, da Red Bull, que foi o terceiro colocado. George Russell fez a pole position e Kimi Antonelli foi o segundo mesmo tendo um sábado caótico, com uma batida no treino livre e vendo a equipe esquecer um equipamento na entrada de ar de seu carro durante a classificação.

"Se eles tiverem alguns meses assim, a temporada acabou. Quer dizer, não acabou, mas sete corridas, alguns meses, dá para perder muitos pontos estando um segundo atrás", disse Lewis Hamilton, sétimo colocado no grid.

O inglês se refere à vantagem da Mercedes com a taxa de compressão de seu motor, assunto que foi discutido por meses entre os fornecedores de motor. Ficou decidido que a maneira de testar esse parâmetro vai mudar em junho, potencialmente tirando parte da vantagem que eles têm agora.

"Não entendo exatamente? Eles não mostraram que podiam fazer antes, e agora conseguiram essa potência extra de algum lugar, e precisamos entender o que é isso. Espero que não seja essa questão da taxa de compressão, espero que seja apenas potência pura e que tenhamos que fazer um trabalho melhor, mas se for a compressão, ficarei desapontado que a FIA permita que isso aconteça, que não esteja de acordo com as regras, e vou pressionar minha equipe para fazer o mesmo para que possamos obter mais potência do nosso motor."

E olha que nem tivemos a primeira corrida ainda.

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