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Do pínus ao aspargo, instituto combate plantas invasoras no Sul do país

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19.09.2026

Do pínus ao aspargo, instituto combate plantas invasoras no Sul do país

Ao chegar à Praia Mole, em Florianópolis, a engenheira florestal Sílvia Ziller aponta para o chão, indicando um matinho rasteiro com frutos pequenos, redondos e de um vermelho vibrante. Tipo de aspargo africano usado no Brasil como planta ornamental, o Asparagus aethiopicus se espalhou por áreas costeiras da maior ilha onde fica a capital catarinense, vencendo os esforços de voluntários que trabalharam por um ano e meio tratando de remover espécies exóticas invasoras da praia.

"Ele fica todo emaranhado na vegetação nativa, o que é um complicador", explica Sílvia, fundadora do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, cujas atividades de manejo e controle de plantas exóticas invasoras são tidas como pioneiras no Brasil.

De forma resumida, pode-se definir as espécies exóticas como originárias de lugares diferentes daqueles nos quais se estabeleceram; o adjetivo "invasoras" surge quando elas geram danos à fauna e à flora locais. São exemplos desse grupo no Brasil o búfalo, a tilápia, o mosquito Aedes aegypti e a rã-touro, cujo controle é um desafio para os órgãos ambientais e as comunidades afetadas.

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No caso do Asparagus aethiopicus, o controle é particularmente difícil, pois ele se sobrepõe a outras espécies em grandes extensões. É comum que sua remoção implique a retirada de vegetação nativa, em alguns casos demandando retroescavadeiras ou muitos litros de herbicida — o que, na prática, inviabiliza a ação, uma vez que o dano à área costeira seria ainda maior do que o de não extrair a planta.

O aspargo ornamental africano é apenas parte de um problema muito maior, dimensionado em 2024 no Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, que lista centenas de espécies danosas aos biomas brasileiros. O documento cita registros de invasões biológicas no Brasil já em 1824, com os estudos científicos começando com um atraso de mais de 160 anos.

O assunto permanece pouco discutido por aqui em comparação com países como a Austrália e os Estados Unidos, mas documentos federais como a Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras, aprovada em 2018 pela Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), são avanços relevantes.

Casos como o do Pterois volitans, conhecido como peixe-leão, ajudaram a apresentar o problema à sociedade. Apreciado como espécie ornamental em aquários, esse peixe dos oceanos Índico e Pacífico chegou ao Caribe e daí ao Brasil entre 2014 e 2015, ainda não se sabe com........

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