O que fariam Azeredo e Geisel diante das intervenções de Trump
O que fariam Azeredo e Geisel diante das intervenções de Trump
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Logo que cheguei a Pequim, em uma das primeiras conversas com o embaixador Marcos Galvão, ele me sugeriu ler "Azeredo da Silveira: Um Depoimento", do ex-chanceler de Ernesto Geisel. Nestes três anos e meio por aqui, contando Taiwan, foi de longe a obra mais esclarecedora sobre o papel do Brasil diante da China e dos Estados Unidos.
Foi sob Azeredo e Geisel que o país estabeleceu relações com Pequim e rompeu o acordo militar de 25 anos com Washington. Foi com ele no Itamaraty que se projetaram Luiz Felipe Lampreia, depois chanceler de FHC, e Celso Amorim, de Lula.
Azeredo bateu de frente e se impôs aos dois gigantes de relações internacionais dos EUA, Henry Kissinger e Zbigniew Brzezinski, seus adversários em dois governos americanos. Com ele, o Brasil reconheceu Angola, assinou o acordo nuclear com a Alemanha e votou na ONU contra o sionismo.
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