Anatomia de um trauma
Reflexões sobre os múltiplos sentidos da morte e fim da vida
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Ela caiu de repente. Ouvi o barulho e, quando vi, já estava no chão, sangrando. O sangue saía da boca, ela não se mexia, o olho estava branco. Comecei a fazer massagem cardíaca. Achei que estava morta.
O que vem depois de pensar que o amor da sua vida morreu? Quando chega o alívio do engano, chega sozinho?
Achei que estava morta. Meu pai ainda repete as palavras. Faz anos que vivemos o medo concreto de perder minha mãe. Mas talvez, agora, esse medo tenha ganhado novos contornos.
"Vou precisar ir no Santa Isabel." Santa Isabel é o hospital. Foi assim que ela informou o ocorrido para minha irmã e para mim. Já estou acostumada ao fato de que tudo está bem e, de repente, não está mais. O que seria essa mensagem enviada às 11h13 da manhã do dia 30 de dezembro informando a necessidade de ir ao hospital, menos de duas horas depois da informação de que estavam bem e felizes na praia? Não pode ser tão grave, afinal foi ela mesma quem mandou.
Ligo imediatamente: "Caiu?". "Caí. O bombeiro acha melhor ir ao hospital." Bombeiro? Fico preocupada e minha filha, percebendo, pede uma ligação de vídeo.........
