A pauta do feminismo em 2026 será o homem
Jornalista e roteirista
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Sugerir que o feminismo precisa se ocupar dos homens soa como uma concessão e entendo que a resposta seja refratária: "não é nossa tarefa educar adulto". Como se falar de socialização masculina diminuísse a gravidade do que mulheres sofrem. A pauta parece menor diante do urgente: proteger mulheres, punir agressores, sustentar redes de apoio.
A recusa vem embalada em um ponto legítimo: não dá para exigir que vítimas virem tutoras do agressor. Só que a realidade violenta pede uma mudança de estratégia: mirar a causa da violência, a educação de meninos e o papel masculino nas relações e na sociedade, com políticas públicas que passem por escola, saúde, Justiça.
Os números de feminicídio não cedem e os crimes parecem ganhar camadas novas de brutalidade. O Brasil se acostuma ao inaceitável com a velocidade de quem precisa trabalhar, pagar boleto, seguir a vida. A cada caso, um pouco de indignação vira conteúdo e depois evaporam as perguntas essenciais: como se forma um homem que vê em uma parceira sua propriedade? Que repertório emocional sustenta a ideia de punição quando ouve um........
