Não vivo de cerveja mas sim do povo, diz Zeca Pagodinho sobre guerra que o tirou da avenida
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Cantor celebrou retorno ao Camarote Brahma, mas disse ter ficado magoado com restrição
Sambista falou de saúde, família e do que faria se fosse presidente do Brasil
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Zeca está feliz por ter voltado a ser a cara do Camarote Brahma, mas está chateado por ter sido proibido a ir à pista do Sambódromo do Anhembi.
Segundo o cantor, um conflito entre marcas de cerveja que patrocinam o Carnaval o impediu, por contrato, de descer à avenida para cumprimentar o público —gesto que virou tradição nas noites paulistanas. A Amstel é a patrocinadora oficial da festa e mantém o camarote Essepê, à beira da pista. A Brahma, por sua vez, tem seu espaço próprio no evento.
"Todo ano eu vou na avenida e agora, por causa de briga de cerveja, eu não pude. Eu não vivo de cerveja, vivo do povo", afirmou o sambista. "Isso me machuca e machuca o povo."
O cantor de 67 anos recebeu a coluna na madrugada de sábado (14), em seu camarim, onde tomava vinho com sua família.
Sobre a escolha, Zeca diz que continua bebendo cerveja, mas em menor quantidade já que tem diabetes. Ele mostrou o buraco de agulha que tem na região do bíceps, fruto de seu tratamento.
Também mostrou um aplicativo no celular que mostra que sua glicose está controlada. "Ta vendo? Vou beber mais umas [cervejas] daqui a pouco"
O cantor contou que tem reduzido a rotina intensa de shows noturnos, principalmente por causa do cansaço acumulado. "Tô cansado, sim. Show de madrugada pesa", admitiu. Mesmo assim, ele afirmou que não pretende abandonar os palcos e que segue aceitando apresentações, mas em ritmo mais controlado.
Mas afirma que não pretende parar tão cedo. Para ele, a energia popular é parte essencial de sua trajetória. "Todo ano eu venho, em tudo que é canto. Carnaval é encontro com o povo."
O tema do Camarote Brahma neste ano é "República do Pagodinho", homenagem direta ao cantor. Ao ser provocado sobre o que faria se fosse presidente do Brasil, ele respondeu sem hesitar: acabaria com a fome e a miséria como prioridade absoluta. "Primeira coisa era isso. Não dá pra aceitar."
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Fora dos palcos e dos grandes eventos, disse que a rotina ideal hoje é simples. O passatempo favorito é brincar com os netos, espalhar brinquedos pela sala e aproveitar o tempo com a família. "Isso aí que é felicidade", resumiu.
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