Órgão municipal nega enquadramento do bar Ó do Borogodó como patrimônio cultural
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Órgão municipal nega enquadramento do bar Ó do Borogodó como patrimônio cultural
Estabelecimento na Vila Madalena, que enfrenta processo de despejo desde 2022, perde proteção legal
Dona diz que vai recorrer e que decisão do Conpresp foi 'show de horrores'
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O Conpresp, conselho municipal de preservação do patrimônio histórico de São Paulo, rejeitou na segunda (23) pedido para enquadrar o bar Ó do Borogodó como área de proteção cultural. Stefânia Gola, dona do estabelecimento, diz à coluna que vai recorrer da decisão.
O conselho havia aberto o processo de análise para enquadrar o bar como uma Zepec - APC (Zona Especial de Preservação Cultural - Área de Proteção Cultural) no final de 2023. Desde então, o comércio contava com uma proteção provisória, ou seja, qualquer reforma, demolição, ampliação ou outra alteração no imóvel onde ele está localizado precisaria ser aprovada pelo Conpresp.
Agora, com o pedido negado, o Ó do Borogodó perde essa proteção. Isso acontecerá após a publicação oficial da decisão do Conpresp.
A estratégia de buscar a classificação como Zepec -APC surgiu como forma de evitar o fechamento do bar que enfrenta desde 2022 processo de despejo.
Os relatores da ação no conselho, Marília Alves Barbour e Wilsoy Levy, argumentaram que o bar "não é o primeiro nem o único nem o último" estabelecimento na Vila Madalena com programação cultural e musical associada ao samba e ao choro. Para eles, não há interesse público que justifique o seu enquadramento nas regras de patrimônio cultural.
A deliberação sobre o tema gerou intenso debate. Houve discussão entre Marília e o arquiteto Silvio Oskman, o único que votou a favor de garantir a proteção ao bar. Duas cantoras falaram também sobre como o local foi importante para a formação artística delas e de outros nomes que hoje são conhecidos do grande público.
Para Stefânia Gola, a decisão do conselho foi "um show de horrores" e não levou em conta o estudo realizado pela Comissão Técnica de Análise do Departamento de Patrimônio Histórico, ligado à Prefeitura de São Paulo, que recomendava que o bar fosse preservado.
Ela também disse que o debate no Conpresp girou em torno muito mais sobre a validade dessa modalidade de proteção cultural do que sobre a situação específica do Ó do Borogodó.
"Eles colocaram em dúvida a própria Zepec, que é um instrumento previsto no Plano Diretor. Não cabe aos conselheiros questionar a legitimidade ou não desse dispositivo. Estávamos prontos para uma luta que fosse verdadeira e enriquecesse o debate. Mas o que tivemos foi um tapetão", criticou.
A Zepec-APC foi criada no Plano Diretor de 2014 para preservar a continuidade do uso cultural de espaços que são referências artísticas na cidade, como teatros e cinemas. Nesse tipo de preservação, o uso do imóvel é mais importante do que a estrutura física dele.
O instrumento já foi usado na classificação dos cinemas Belas Artes, em 2016, e do Espaço Petrobras de Cinema e o seu Anexo, ambos na rua Augusta, no ano passado.
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com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO
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