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PrEP injetável de longa duração: o que está por trás do efeito duradouro

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31.07.2026

PrEP injetável de longa duração: o que está por trás do efeito duradouro

A gente sabe muito bem que a PrEP, a profilaxia pré-exposição ao HIV, é uma belíssima estratégia de prevenção: a pessoa que ainda não foi infectada, mas que possivelmente se expõe ao vírus, usa um medicamento capaz de impedir que ele vingue em seu organismo.

A medicação oral é oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) desde o final de 2017 e pode barrar a ameaça de infecção em quase 99% das vezes. Mas um resultado espetacular assim só se consegue se o indivíduo engole o comprimido rigorosamente todo santo dia. Para quem costuma esquecê-lo vez ou outra, como pode acontecer na vida como ela é, a eficácia é capaz de ficar só em uns 30%.

Pois bem, desde que a 26ª Conferência Internacional sobre Aids começou no último domingo no Rio de Janeiro, ficou claro que, entre os temas mais quentes, estariam os novos estudos sobre a "PrEP 2.0", injetável e de longa duração. E o assunto se tornou incandescente de vez quando o ministro da saúde Alexandre Padilha apareceu por lá quarta-feira (29), no mesmo dia em que as pesquisas mostraram como a adesão ao tratamento preventivo melhorou com a chegada dessa versão e as perspectivas de esquemas com intervalos ainda maiores de administração.

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O ministro, então, assumiu em público o compromisso de enviar à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) a proposta para oferecer cabotegravir na rede pública. Aqui, preciso compartilhar um detalhe e um esclarecimento.

O detalhe: o cabotegravir, uma PrEP em forma de injeção intramuscular profunda, cujo efeito protetor é garantido por dois meses, foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2023 e submetido à Conitec no finalzinho do ano passado. Só que, parece, não entrou na agenda da comissão como uma prioridade para análise. Agora, com a palavra de honra do ministro, a coisa deverá andar.

O esclarecimento: ninguém fala oficialmente em "PrEP 2.0", expressão que tomei emprestada por ser muito didática. Ela costuma ser usada pelo professor Alexandre Naime Barbosa em suas aulas na Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu, onde........

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