'Cura da paralisia': sem método, não há prova de eficácia nem de segurança
'Cura da paralisia': sem método, não há prova de eficácia nem de segurança
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Fazer jornalismo sobre saúde e ciência não anda fácil. Isso ficou claro ontem, quando participei do "Roda Viva", na TV Cultura, entrevistando a professora Tatiana Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que investiga a polilaminina para recuperar os movimentos de pessoas que sofreram lesão medular.
Nas redes sociais, surgiu a enxurrada de comentários sobre "jornalistas despreparados" que teriam feito "perguntas absurdas", como a da necessidade de um grupo controle nos ensaios clínicos. A ciência ficou na lona, nocauteada.
A pesquisadora não descartou que, no futuro, haja uma "revolta da polilaminina", com as pessoas se recusando a participar de estudos com grupo controle, se aqueles pacientes que usaram o remédio por conta de ordem da Justiça —indivíduos sobre os quais sabemos pouco, por estarem fora da pesquisa — voltarem a andar. "A gente tem que fazer coisas novidadeiras. Eu não tenho nenhum problema com isso [não ter grupo controle]. Eu vou fazer aquilo que eu achar eticamente correto sempre", declarou.
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A ciência tem um roteiro
"Não existe um caminho correto que a ciência exige. Existe um caminho que a ciência exige e ele é correto para a ciência. O que a sociedade espera é um caminho que pode ser modificado na medida em que vai sendo trilhado", afirmou a pesquisadora no início da gravação.
Acontece que o caminho da ciência tem escalas muito bem definidas. E elas não existem para contrapor um jeito clássico de pensar versus inovação. Não é ranço versus espírito novidadeiro. É uma questão básica: o bem e a segurança do paciente.
Antes de isso ser bem estabelecido pela chamada Declaração de Helsinque, em 1964, aconteceram desastres horríveis. Um exemplo sempre citado é o da talidomida. Calmante lançado em 1957, ele não dava overdose como os barbitúricos da época e —"observaram" os pesquisadores — tinha uma ação........
