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'Love Story' e a comédia romântica que a internet matou

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25.03.2026

'Love Story' e a comédia romântica que a internet matou

Na semana passada eu me rendi ao hype e comecei a assistir à série "Love Story", no Disney .Enquanto prestava atenção na trama, que conta o início e o fim do romance trágico entre John Kennedy Jr. e Carolyn Bessette, um pensamento me ocorreu: se essa história acontecesse hoje, John John seria cancelado rapidinho.

E ela provavelmente renderia um podcast sobre o relacionamento abusivo.

"Love Story" tornou-se um fenômeno pop em poucas semanas: é a produção de maior sucesso do Disney (com a Hulu), com absurdos 25 milhões de horas assistidas apenas nos primeiros cinco episódios.O número impressiona, mas não surpreende.

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Porque o que a série vende não é só uma história de amor. É nostalgia.Nostalgia de um mundo que não existe mais: o offline.E que, talvez por isso, pareça cada vez mais bonito.

Para quem não sabe, o seriado de Ryan Murphy ("Glee" e "American Horror Story") tem como cenário a Nova York vibrante dos anos 1990.Uma cidade que fazia a transição da metrópole decadente e perigosa da década anterior para o centro gravitacional do mundo ocidental.A mesma Nova York que tinha "Friends" como representação perfeita de um novo estilo de vida urbano e gentrificado.

Nas calçadas da vida real, John John (filho do ex-presidente John Kennedy) era o símbolo máximo dessa cidade.Considerado o solteiro mais cobiçado do país, circulava de bike, combinando alfaiataria com roupas esportivas e boné de basquete. E tornava tudo isso aceitável, cool, aspiracional.Sua vida era exposta pelos paparazzi que acampavam em frente ao seu loft no Tribeca.Vendia jornais e tabloides só por existir (graças ao sobrenome).

Nos outdoors da vida real, quem dominava a paisagem eram as campanhas gigantes da Calvin Klein.Modelos reais e belíssimos vendendo um minimalismo elegante e........

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