Valdemar prevê Flávio na frente de Lula em abril, mas prega pragmatismo
Valdemar prevê Flávio na frente de Lula em abril, mas prega pragmatismo
Otimismo contido. Este é o sentimento que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem transmitido a aliados. O otimismo se baseia nos resultados positivos das pesquisas eleitorais. A precaução vem da certeza de que a corrida presidencial será acirrada.
Valdemar projetava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 4 ou 5 pontos percentuais atrás de Lula a esta altura da pré-campanha. O cenário de empate técnico é uma surpresa positiva. A elevação da rejeição do adversário também é comemorada, porque seria a razão do crescimento de Flávio.
O presidente do PL tem como principal aposta de desgaste para o presidente Lula o avanço da CPMI do INSS e supostas irregularidades envolvendo um de seus filhos, o Lulinha.
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Valdemar já avisa que a campanha deve destacar que "roubar R$ 6,3 bilhões dos aposentados não pode ser esquecido". Esse seria o total estimado de desvio por entidades em descontos irregulares a aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024.
A bancada do PL tem seguido as ordens do chefe e insistido na prorrogação da CPMI, que acaba em 28 de março. A intenção é estender os trabalhos por 60 dias, levando a dor de cabeça de Lula até o final de maio. O assunto, assim, estaria fresco na cabeça do eleitor na hora da escolha do candidato.
A prorrogação da CPMI coincidiria com o momento em que Valdemar prevê um acirramento da corrida presidencial. Nas contas do presidente do PL —que adora fazer pesquisas constantes—, em abril existiria a possibilidade real de que Flávio supere numericamente Lula nas intenções de voto.
A projeção de Valdemar usa o calendário eleitoral. A conta que projeta Flávio à frente tem como data 5 de abril, quando acaba janela partidária, e os políticos definem seus partidos para a eleição de outubro.
O presidente do PL diz acreditar que deste dia em diante a disputa começa de verdade, e a "guerra", também.
Personalidade de Flávio ajuda
Nas conversas sobre eleição, Valdemar tem ressaltado que uma parte do Brasil não vota em Lula de jeito nenhum. Outra parte não vota em Flávio. As bolhas têm tamanho semelhante, fazendo a corrida presidencial ser decidida no detalhe. Não errar será tão importante quando acertar nas propostas.
É neste contexto que a personalidade de Flávio pode fazer a diferença. O presidente do PL ressalta que o senador é ponderado, o que evitaria posicionamentos radicais. Não haveria repetição na atitude de falar para convertidos, como fez Jair Bolsonaro em 2022.
A expectativa de Valdemar é Flávio se dirigir ao eleitor de centro e fugir de polêmicas. Críticas às minorias, desconexão com a agenda feminina, rispidez com jornalistas e outros atritos não estão nos planos.
A postura pode fazer diferença porque o presidente do PL prevê uma diferença apertada a favor do vencedor da eleição. Algo como 2 milhões de votos, como em 2022, que foi a mais acirrada.
Valdemar tem dito a aliados que campanha vai exigir absoluto pragmatismo de Flávio. Ele espera que este sentimento contamine toda a direita.
Com este discurso, é natural que Valdemar não veja espaço para a família Bolsonaro continuar dividida. Uma mudança na postura de Michelle é aguardada. A ex-primeira-dama alega que está cuidando do marido e não trata de política no momento.
O argumento não convence. A leitura é que o silêncio é consequência da frustração por ter sido preterida como herdeira política de Jair Bolsonaro.
Mas expectativa é que as exigências da campanha obriguem a direita a se unir. Valdemar projeta Michelle percorrendo o Brasil no segundo turno. Para o dirigente, ela viajaria na condição de senadora eleita pelo Distrito Federal.
O Nordeste seria o destino mais comum. O presidente do PL considera a região o principal desafio do partido para voltar ao Planalto. Ao mesmo tempo, Nikolas faria o trabalho em Minas Gerais, estado crucial.
Existem ainda atores políticos que quanto mais contidos, melhor. Caso de Eduardo Bolsonaro. A esperança é que o ex-deputado esqueça as críticas a aliados. Um passo em falso dele serviria para a esquerda tentar ressuscitar na cabeça do eleitor a lembrança do trabalho feito por Eduardo nos Estados Unidos, que terminou em tarifas contra o Brasil.
Conseguir este compromisso de Eduardo é um grande passo, mas não elimina a possibilidade de um acontecimento negativo inesperado. Existe a preocupação de a eleição deste ano viver um episódio semelhante ao de Carla Zambelli, que, ao empunhar uma arma contra um negro nos Jardins nas vésperas da eleição de 2022, acabou sendo culpada por aliados pela derrota de Bolsonaro.
Numa disputa acirrada, uma escorregada desta magnitude pode ser fatal para a campanha de Flávio. Resumindo, na opinião de Valdemar, o sucesso da direta passa pelo encontro do bolsonarismo com o pragmatismo.
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