Preso, general Braga Netto escreve biografia à mão e lê livros religiosos
A rotina da 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro, mudou desde que o general da reserva Walter Braga Netto foi preso preventivamente, em 14 de dezembro de 2024.
Agora, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 26 anos de prisão pela tentativa de golpe, o ex-candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro praticamente já faz parte do cotidiano do local, que, considerando todas as instalações existentes da vila, reúne cerca de 19 mil militares.
O prédio-sede da 1ª Divisão não tem espaço para detenções. Para receber o general quatro estrelas, que chegou a comandar o Ministério da Defesa, a sala do chefe do Estado-Maior foi adaptada, mas com um ambiente simples: cama, TV, banheiro, ar-condicionado, frigobar e uma pequena escrivaninha.
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É nesta mesa que o general tem passado parte do tempo dedicado a escrever a sua biografia. Sem computador, Braga Netto entrega as folhas de papel à família, que faz religiosamente três visitas por semana, de duas horas de duração, todas devidamente autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo apurou a coluna, o general não chega a compartilhar o conteúdo com os militares com quem têm contato no quartel, mas já deu a entender que está dedicado a escrever principalmente sua trajetória dentro das Forças Armadas.
Ao lado da sala do chefe do Estado-maior adaptada para Braga........
