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Messias inicia 2º beija-mão e vê 'margem segura' para aprovação no Senado

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01.04.2026

Messias inicia 2º beija-mão e vê 'margem segura' para aprovação no Senado

Com sua documentação finalmente entregue ao Senado, o ainda ministro da AGU, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no STF, recomeçou hoje o chamado beija-mão para conquistar o voto dos senadores em sua sabatina - que ainda será marcada.

A aliados, Messias afirmou estar "leve e sereno" e que fará de tudo para convencer os parlamentares de que ele não tem nada a ver com a crise política que envolve o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Quando Lula tinha anunciado o nome de Messias no ano passado, o AGU já tinha feito uma série de conversas com senadores - conseguiu falar com 75 dos 81.

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Agora, nesta segunda rodada, o objetivo é tentar chegar a totalidade dos senadores, incluindo os de oposição como Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro - que ainda não abriram as portas de seus gabinetes para ele.

Os cálculos feitos por Messias, segundo apurou a coluna, preveem uma margem considerada segura para a sua aprovação, com cerca de 50 votos 'garantidos'. São necessários 41 para a seu nome ser chancelado.

Messias tem reforçado em sua apresentação aos senadores que é um servidor público e que é esse espírito que ele pretende empregar ao chegar no Supremo.

À coluna, ontem, ele tinha dito que recomeçaria os trabalhos com "humildade e fé" e empenhado pela "pacificação e estabilidade". "Este é um momento que exige entendimento", disse.

Planalto vê risco, mas tenta manter otimismo

Auxiliares do presidente Lula, que vinham defendendo que ele enviasse logo a documentação que faltava para que o trâmite de Messias começasse no Senado, até admitem que há um risco de o nome de Messias ser derrotado, mas pregam otimismo.

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Segundo uma fonte próxima ao presidente, Lula se reuniu com integrantes de algumas bancadas importantes - como a do MDB e do PSB - e teria conseguido uma sinalização de apoio em relação ao nome de Messias.

Com as duas legendas, mais a base do governo e contando com votos de evangélicos, a avaliação é similar a do próprio Messias - com aprovação dentro da "margem de segurança".

STF desfalcado é ruim

Há um receio de que o presidente do Senado demore a dar início aos trâmites de Messias - enquanto não aparar arestas na relação com Lula e o governo.

Alcolumbre, como mostrou a coluna, tem dito que está sem disposição para ajudar ou para atrapalhar, mas rechaça qualquer cobrança por celeridade.

A estratégia do Planalto e de aliados do governo no Senado é reforçar que desde a saída de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, o Supremo está desfalcado, com dez ministros e que isso é ruim para a institucionalidade na Corte.

No próprio STF, ministros admitem que a demora de ter um novo integrante é prejudicial, até porque o 11º elemento pode eventualmente servir como voto importante de desempate.

Conforme mostrou o UOL, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), prevê um calendário de cerca de 23 dias para apreciar o nome de Messias depois que ele receber a indicação das mãos de Alcolumbre.

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