Existe algo secreto em 'O Agente Secreto'
Existe algo secreto em 'Agente Secreto'
O filme de Kleber Mendonça Filho exige um espectador atento. O Agente Secreto não busca revelar o que aconteceu da ditadura militar, mas transmitir o que significa "acontecer" em um mundo governado por silenciamento, apagamento e desaparecimento. Quem assistiu a Eu Ainda Estou Aqui ou O Que É Isso, Companheiro? vai reconhecer os meandros do que não pode ser dito, mesmo quando supostamente tudo pode ser dito.
É um filme sobre a lógica da ditadura (e não sobre a ditadura em si): fragmentação, medo, silêncio, suspeita.
Seu mérito maior é mostrar que a violência política não termina quando cessam os porões, porque ela persiste como forma de vida, modo de percepção e herança subjetiva. O filme causa mal-estar ao nos situar entre o cinema e o posto de saúde, entre a memória e o esquecimento, entre a pesquisadora indignada e a burocrata universitária, entre o segredo e a transparência.
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Os mais jovens, para quem a ditadura é uma experiência transmitida e não vivida, vão ver referências opacas: o Fusca, o refrigerante Crush, os enlatados americanos na TV e personagens hoje esquecidos.
Mas essa partilha de segredos desvendados cria algo decisivo: pequenos pactos de reconhecimento —para quem conhece as lendas urbanas pernambucanas, para quem viveu os tempos de silenciamento e a clandestinidade, para os que viveram a redemocratização, para os que cresceram no Brasil do automóvel e até para os que estão nas universidades de hoje com professores de ontem.
O filme não........
