A volta da lei do mais forte
Doutor em economia por Yale, foi professor da London School of Economics (2004-2010) e é professor titular da FGV EESP
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Faz muito tempo, mas eu me lembro que olhava a opulência do aeroporto de Doha, no Qatar, e pensava em quão bom e civilizado era o mundo. Seria muito fácil, para muitos países, invadir aquela área e roubar o petróleo que rende dezenas de bilhões de dólares todo ano. Isso, porém, não acontecia.
Em aulas, entrevistas ou conversas, pouca coisa que eu falo incomoda ou irrita mais do que dizer que o mundo é bom. Quer falar que a vida é boa? É preciso dizer que ela deveria ser melhor, sob pena de se passar por cego e insensível às mazelas e às injustiças do mundo, ou cúmplice dos vilões do planeta.
O foco nos problemas é frequentemente útil, mas é importante perceber o enorme progresso da humanidade nos últimos séculos na economia, nas relações sociais e na política.
Não faz muitos séculos, éramos poucas pessoas e nossa expectativa de vida........
