… E o ‘manto verde’ vai para Rui Borges!
1.No futebol português é muito difícil ficar calado, sobretudo quando o ruído é Rei.
Em Portugal, no entanto, as entidades com capacidade de decisão foram sempre muito suscetíveis ao ruído. O problema não pode deixar de ser apontado a quem faz esse ruído, obviamente, ainda por cima quando há a convicção de que o ruído é mesmo pelo ruído, mas sobretudo a quem o consente.
2.Nenhum português adepto de futebol terá a convicção de que a autoridade da bola indígena está na FPF e na Liga. Não se ouve uma posição firme quando o ruído é gratuito e intencionalmente feito para pressionar os órgãos decisórios federativos, com incidência especial para os setores da arbitragem e da disciplina e, por isso, há muito que a opinião pública gerou a sensação de que não será por ali que o dirigismo clubístico será refreado nos seus excessos, como tem sido evidente ao longo desta temporada.
Ninguém tem dúvidas de que, durante anos, as pressões feitas de diversas formas, principalmente sobre o setor da arbitragem, geraram pontos. E este é o ponto – e a razão pela qual não se abandona esse procedimento tão real quanto identificado e devidamente criticado.
3.A autoridade no futebol em Portugal não está onde devia estar, porque, se estivesse e fosse exercida, muitos dirigentes e até alguns treinadores não agiriam como têm agido, no exercício das suas funções nos respetivos clubes.
Há um padrão crónico de alijar responsabilidades – e isso torna-se muito evidente quando os três ‘grandes’ não ganham.
A regra é fazer ruído. Devia ser a exceção, até por uma questão de defesa de reputação e credibilidade, perante as quais já quase ninguém liga.
O presidente da Federação, Pedro Proença, já anunciou a vontade e o reconhecimento da importância do endurecimento das medidas disciplinares,........
