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Mais vale não gastar a gastar a mal

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14.08.2026

Crítico da dependência do país relativamente aos fundos europeus e da forma como os dinheiros pedinchados a Bruxelas são desbaratados sem o pressuposto retorno, Nuno Palma tem toda a razão quando diz que mais vale não gastar a gastar mal gasto. E, por muito que nos custe admiti-lo, o que mais temos tido nas últimas décadas é dinheiro (ou fundos) mal gasto(s) .

Portugal continua objetivamente a divergir dos seus parceiros europeus. E a perder competitividade. Sem rumo nem estratégia de futuro. Cada vez mais pobre e, qual fado, desgraçado.

Vive há demasiado tempo na dependência dos fundos caídos dos céus de Bruxelas, permanentemente de mão estendida. Mas desbarata-os.

O caso mais recente e paradigmático é, sem dúvida, o dos milhares de milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que devia ter servido para transformar o país pós-pandemia.

A célebre ‘bazuca’ de António Costa.

Os anos passaram, o PRR está a chegar ao fim, os fundos foram-se.

Diz o ministro da Economia e da Coesão, com ar impante e triunfal, que gastamos o que tínhamos para gastar até ao último cêntimo e........

© SOL