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Os meios não se substituem aos fins

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11.03.2026

Estamos, pela primeira vez desde 1945, possuídos por uma triste amnésia, de regresso ao exclusivo das relações de força no plano internacional, ao naked power, a versão internacionalista do brocardo salazarento “manda quem pode, obedece quem deve”. Os especialistas instantâneos em história diplomática juram que sempre foi assim. O abandono das referências a uma moral internacional (que nos asseguram nunca ter existido) e a violação flagrante de normas e princípios de direito internacional público (que nada valeriam à luz da Realpolitik) marcariam o triunfo dos poucos Estados capazes de, com sucesso, praticar a guerra de agressão.

Almas mais sensíveis tentam explicar que há uma diferença qualitativa entre a agressão de Israel e dos EUA ao Irão e a agressão da Federação Russa à Ucrânia. Na óptica do agressor toda a agressão é boa,........

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