Os meios não se substituem aos fins
Estamos, pela primeira vez desde 1945, possuídos por uma triste amnésia, de regresso ao exclusivo das relações de força no plano internacional, ao naked power, a versão internacionalista do brocardo salazarento “manda quem pode, obedece quem deve”. Os especialistas instantâneos em história diplomática juram que sempre foi assim. O abandono das referências a uma moral internacional (que nos asseguram nunca ter existido) e a violação flagrante de normas e princípios de direito internacional público (que nada valeriam à luz da Realpolitik) marcariam o triunfo dos poucos Estados capazes de, com sucesso, praticar a guerra de agressão.
Almas mais sensíveis tentam explicar que há uma diferença qualitativa entre a agressão de Israel e dos EUA ao Irão e a agressão da Federação Russa à Ucrânia. Na óptica do agressor toda a agressão é boa,........
