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Mergulhar no mundo de Ulisses

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thursday

As aparências iludem, lá diz o ditado – ou, numa versão mais popular, ‘quem vê caras não vê corações’. Lembrei-me disso a propósito de um livrinho que tinha guardado há uns poucos de anos e que fui buscar à estante por estes dias. Chama-se O Mundo de Ulisses e é assinado pelo historiador norte-americano Moses Israel Finlay. Perseguido durante o Macarthismo devido às suas simpatias marxistas, acabou por estabelecer-se em Cambridge, tendo sido um dos primeiros vencedores do prestigiado prémio Wolfson de História, em 1974.

Se digo que as aparências iludem é porque este livro esguio de umas meras 140 páginas se revela mais denso e complexo do que à primeira vista se suporia. Não é coisa para ler à pressa, até para podermos assimilar as pequenas lições que nos vai oferecendo. Um exemplo: «Foram necessários aos Gregos mais de mil anos para adquirir um nome que lhes fosse próprio – e, nos nossos dias, têm dois. Na sua própria língua chama-se Helenos e o seu país é a Hélada. Graeci é o nome que os Romanos lhes deram e que mais tarde foi adoptado, de uma maneira geral, na Europa. Na Antiguidade, os seus vizinhos orientais usavam ainda um terceiro termo: Jónios […].........

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