E depois das tempestades?
Não sei o que vai sobrar depois da enxurrada, mas os sinais voltam a ser preocupantes, repetindo o que aconteceu com o temporal em Leiria.
Eram pouco mais das vinte e uma e trinta, noite de terça, dia 10 de fevereiro, com muita chuva e nevoeiro cerrado. A previsão meteorológica apontava para um autêntico dilúvio, depois de uma semana terrível.
A Câmara de Coimbra chamou os jornalistas para uma conferência de imprensa com um alerta urgente: os diques do Mondego estão à beira de colapsar e vamos começar a retirar de casa mais de três mil pessoas. A previsão estava correta e o aviso atempado evitou males maiores. Os diques rebentaram na tarde seguinte.
O rosto da tranquila Ana Abrunhosa dizia tudo. Ao lado o presidente da APA, Pimenta Machado, uma das grandes figuras na gestão desta crise e o competente líder da proteção civil regional, o comandante Carlos Tavares.
Eles, apenas eles, anunciaram ao país o que estava a chegar e citaram o acordo da ministra do Ambiente para estas medidas. Agiram com competência e fizeram o que acharam certo, sem calculismo político ou medo das eventuais críticas, mas estavam sozinhos naquele momento.
Praticamente ao mesmo tempo, nessa noite de chuva e nevoeiro, uma nota da........
