O massacre em Teerão e o humanismo no pântano de Guterres
Questionado a 29 de janeiro sobre a ação da ONU após o que classificou como "genocídio em Gaza", António Guterres foi contundente: "Houve um aumento muito importante da ajuda humanitária e estamos totalmente empenhados em fazer mais e ultrapassar todos os obstáculos. Estamos totalmente envolvidos em Gaza. Em relação ao que Israel está a fazer às instalações da UNRWA, temos tomado posições de condenação muito claras e agido de acordo com as orientações do Tribunal Internacional de Justiça (...) vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que a UNRWA é capaz – apesar de todas as dificuldades e obstáculos – de prestar o apoio vital à população (palestiniana)."
De seguida, na mesma conferência de imprensa (aqui transcrita), um jornalista iraniano dirige-se-lhe: "Já falou com Teerão sobre estes atos de repressão?" "Solicitou diretamente ao Irão que aceitasse uma missão formal de apuramento dos factos para investigar os assassinatos ocorridos durante os protestos? Noticiámos que, em dois dias, mais de 30.000 pessoas foram mortas. Tem algum plano para solicitar diretamente ao Irão que aceite este pedido, ou existe algum plano nesse sentido?"
Resposta do secretário-geral da ONU: "Sim, falei." (fim de citação) E à segunda pergunta: "Bem, isso é da competência do Conselho dos Direitos Humanos, que já estabeleceu comissões de inquérito em várias situações semelhantes. E, claro, se o Conselho de Direitos Humanos........
