A IA matou a capacidade de antever o futuro
Quando se tem cada nova versão dos modelos de topo de Inteligência Artificial (IA) a ganhar todos os meses novas capacidades que ultrapassam as de quase qualquer humano, a evolução desta tecnologia torna-se tão rápida, que fica difícil esperar um futuro minimamente normal já na próxima década.
Isto torna previsões económicas ou sociais de qualquer tipo muito pouco credíveis e realistas, ou pelo menos extremamente arriscadas. Se a Singularidade, o ponto em que a IA passa a desenvolver-se autonomamente a um ritmo exponencial, chegar nos próximos cinco a 20 anos, que ideia poderemos sequer fazer de qual será o PIB dos países ou a esperança de vida, ou o valor das reformas em 2050 e depois, por exemplo?
Tanto que já há instituições financeiras a fazer previsões macroeconómicas com base em três cenários. O cenário business as usual prevê que a IA acelere um pouco o crescimento económico, sem no entanto subir muito acima dos 2%-3% anuais a que nos acostumámos nos países desenvolvidos. O cenário otimista acredita numa revolução económica causada pela Singularidade e num crescimento exponencialíssimo que leve as economias e a prosperidade humana até aos ceús; e que este cenário possa já ocorrer nos anos 2030. E o terceiro cenário, o pessimista, a prever um colapso económico total, com a IA a extinguir........
