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Roma e Pavia não se fizeram num dia

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13.07.2026

Nesta sexta-feira tive a oportunidade de assistir à defesa da tese de doutoramento da nossa cronista e membro do conselho editorial, Dina Rato, no ISEG. Resumidamente, a Dina avaliou o impacto que a estrutura societária das empresas tem na sua performance em termos de indicadores ESG. Para tal, analisou a ambiguidade existente nas várias definições de ESG utilizadas por agências de rating e por reguladores e entidades normativas.

Logo aí surgiu a primeira dificuldade. Como todos os que trabalham neste setor sabem, há inúmeros conceitos e definições de ESG, para não falar da variedade de indicadores e critérios distintos. A área com entendimento mais comum é a do ambiente, provavelmente por ser aquela que há mais tempo é objeto de estudo. Mas há várias conclusões interessantes na tese da Dina, por exemplo, que vários tipos de acionistas coexistem na estrutura de capital das empresas, e que cada um tem as suas preferências em relação ao ESG. Curiosamente, a presença de famílias fundadoras e de fundações........

© Sapo