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A água que se perde antes de chegar à torneira

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tuesday

Almada passou boa parte deste verão a gerir gotas de água. Semanas de cortes e de pouca pressão, sobretudo na Costa da Caparica, forçaram o encerramento temporário da Unidade de Saúde Familiar Costa do Mar, puseram os bombeiros a abastecer os moradores e culminaram numa declaração de alerta. A câmara e os serviços municipalizados atribuem a crise às temperaturas extremas e a um salto no consumo, agravado pela população sazonal, e admitem investigar até ligações ilícitas à rede. A explicação é plausível, mas não encerra o assunto.

Vozes críticas lembram que o calor e o turismo são gatilhos, não a doença: se o clima mudou de forma estrutural, uma rede de abastecimento não pode continuar a ser gerida como no século passado. E aquilo que um episódio destes revela, mais do que quando um cano rebenta, é a dificuldade de gerir uma rede sem conhecer as suas fragilidades ou a evolução do consumo dos clientes.

À escala nacional, o problema........

© Sapo