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Ibaneis-Vorcaro-BRB: Política podre e criminosa

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04.03.2026

A Câmara Legislativa do DF aprovou, por 14 votos a 10, capitalização de R$ 6,4 bilhões no BRB com imóveis públicos para cobrir rombo causado pela compra de papéis fraudulentos autorizada pelo governor Ibaneis.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seu cunhado Fabiano Zettel foram presos novamente pela Polícia Federal sob suspeita de integrar organização quadrilha.

A Operação Compliance Zero revelou gravações em que Vorcaro ameaçou o jornalista Lauro Jardim e ordenou ações contra divergentes da operação.

O investimento sem retorno ultrapassa R$ 12 bilhões em recursos públicos do Distrito Federal, e há questionamentos sobre por que o bloqueio de bens não atingiu quem ordenou a operação.

O Brasil está perplexo com a fraude promovida pelo Banco Master, associado à corrupção vergonhosa com dirigentes eleitos pelas urnas e que dirigem e administram os recursos públicos da população.

Recursos cada vez mais desviados de suas finalidades em benefício próprio, cinicamente envolvendo parlamentos cada vez mais comprometidos com a política podre do servilismo.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, por 14 votos a 10, uma capitalização do Banco Regional de Brasília, o BRB, com imóveis do patrimônio público no valor de mais de 6 bilhões de reais para tapar um furo do irresponsável governador Ibaneis do Distrito Federal. Ele autorizou a compra de papéis sem lastro, fraudulentos, que qualquer auditoria antes da compra mostraria a má-fé da operação.

Não é a primeira vez que atitudes coniventes são levantadas contra Ibaneis política e administrativamente. Foi ele, como chefe do executivo, que ordenou a compra.

A ordenação de despesas e a realização de operações financeiras sem autorização legal prévia são crimes. Negligência na guarda e conservação e do patrimônio público é crime. Atentado à probidade na administração e ao emprego do dinheiro público é crime.

Cabe perguntar: o bloqueio de bens dos envolvidos não atinge quem ordenou, planejou, arquitetou, sabendo que não haveria retorno do investimento de dinheiro público do povo do Distrito Federal, na ordem de mais 12 bilhões de reais?

A Polícia Federal prendeu novamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha. Há provas suficientes de que ambos são membros de uma quadrilha organizada, com braços financeiros e terroristas.

A Operação Compliance Zero, claramente, demostrou em gravações telefônicas do próprio Daniel Vorcaro, ao chefe do braço armado “sicário” Felipe Mourão”, as graves ameaças subterrâneas feitas aos divergentes da ação da quadrilha, como a revelada contra o jornalista Lauro Jardim.

É patético. Até onde as grandes transações ocultas reunindo ingredientes como festas em casas suntuosas, membros do parlamento, palácios de governo, propinas vultuosas até no Banco Central do Brasil e ministros membros da mais alta corte da nação, o STF, se calando sobre contratos, vendas de patrimônios pessoais. Tudo como se o Brasil estivesse submetido ao silêncio gutural dos poderosos.

*João Vicente Goulart é presidente do Instituto João Goulart (IPG).

**Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.


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