Cata-Ventos: Às três pancadas
Cata-Ventos: Às três pancadas
Costa Alves - 28/05/2026 - 9:03
Isto está às três pancadas, leitor. O mundo, o país, a vida. Já nem sabemos para onde nos virar. Falemos então de pancadas e, para já, das três pancadas.
É raro, nos dias de hoje, que o início do espetáculo teatral seja anunciado com as pancadas de Molière. Tenho pena, mas, como já tenho o corpo coberto de penas, é mais uma, embora com o seu quê de exasperante frustração. Ao menos, o pano aberto com as pancadas do criador de "As Preciosas Ridículas", "Tartufo", "O Misantropo", “O Avarento”, e tantas outras peças de teatro, podia ajudar em muita coisa. Talvez aquele conjunto de três batimentos rápidos com um bastão, seguidos de três mais espaçados, que antecedem o início do espetáculo dramatúrgico, viesse dar outra solenidade e seriedade intelectual ao que vai acontecendo em palcos com tantas personagens de ópera-bufa........
