Em saúde, a inação é também uma decisão política
Na última década pouco se tem progredido na prevenção das doenças crónicas. A adoção das medidas consideradas pela Organização Mundial da Saúde como altamente eficaz e de muito baixo custo – e a sua real implementação – têm estagnado. Este alerta global lançado em 2025 é também aplicável em Portugal.
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Mas, neste recanto à beira-mar e na orla das férias, a quem interessa pensar quantos cancros, enfartes ou acidentes vasculares cerebrais poderiam ter sido prevenidos? A quem interessará pensar nas implicações da dependência à nicotina, ao álcool ou ao jogo? Interessará a alguém pensar nos 4014 novos casos de doenças crónicas identificados a mais, por ano, comparando com os quantificados em 2010, ou no aumento de 48% dos gastos em saúde per capita associados ao seu tratamento? Interessará pedir-se que os portugueses possam viver mais anos saudáveis, sem limitações físicas e sem dependências que limitem o seu bem-estar?
Quando a saúde era vista como um bem comum, a resposta era óbvia: interessa-nos a todos e aos que nos governam. Interessa-nos, a nós, adultos que se preocupam com a saúde das gerações mais novas, e deveria interessar a quem decide sobre como deve funcionar o país e como proteger a saúde de quem nele vive.
E este........
