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Portugal: o labirinto da memória e a recusa da responsabilidade

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10.09.2026

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"Como ensina o parente Daniel Munduruku, água parada apodrece, as emoções estagnadas também nos apodrecem por dentro. É importante que tenhamos memória das pessoas, coisas e situações, mas também é importante o esquecimento. Deixar ir, deixar que a água siga seu fluxo, seu caminho de eterna mudança."

É com esta reflexão sobre o tempo, a memória e a impermanência que a psicóloga e ativista Geni Núñez, em sua obra Descolonizando Afetos: Experimentações Sobre Outras Formas de Amar (2023), nos convoca a pensar a natureza dos nossos vínculos. Embora o livro se debruce originalmente sobre as arquiteturas do afeto e a crítica à monocultura amorosa, a provocação de Núñez serve como uma potente lente sociológica para diagnosticar o estado atual das relações........

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