Venderam-nos o fim do mundo. Hegseth comprou
Na última sexta-feira de Fevereiro, o secretário da defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez um ultimato a Dario Amodei, CEO da Anthropic: acesso irrestrito ao Claude ou todas as agências federais cessariam o uso dos seus produtos e a esta passaria a ser designada como um risco de segurança. Amodei recusou. Horas depois, a OpenAI chegava a acordo com o Pentágono.
Ao longo da última década, duas visões dominaram a conversa sobre inteligência artificial em São Francisco, onde nasceram a Anthropic e a OpenAI. Uns receiam que uma IA superinteligente destrua a humanidade. Outros prometem que a mesma superinteligência vai curar o cancro e acabar com a pobreza. Parecem opiniões opostas, mas não são. As duas partilham a mesma obsessão central: a IA é a tecnologia mais importante da história e vai mudar o mundo à escala civilizacional (talvez para nos destruir, talvez para nos salvar).
A recusa da Anthropic assenta em dois pontos: o Claude não poderia ser usado para vigilância em massa de cidadãos nem para alimentar armas sem supervisão humana. A primeira é uma questão de direitos........
