Não és tu, Agosto, sou eu
Quando é Março e penso em Agosto, os sons de Agosto são sempre bons: a rajada das cigarras, o barulho das estrelas, o vento a roçar-se nos troncos. Mas, chegado Agosto, não os ouço.
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A culpa é minha: vim de férias em Agosto — mês em que o país fica sob tutela do triunvirato do senhor dos gelados, do arranque da época do Benfica e do bronze de José Rodrigues dos Santos. “Agosto…”, suspirei quando as marquei, com um prado cor de laranja adormecendo no fundo dos meus olhos.
Exigente, grave, culto, escolhi cuidadosamente que autores levaria: um irlandês, um inglês, um português, outros. Não haveria migalha do cânone que não ratasse neste Verão — ai não, não!
Seria um necessário avanço, mas as resmas de Marianas Martas e as paletes de Santiagos não me deixaram brincar. Não és tu, Agosto, sou eu. A culpa é minha por me ter esquecido de que és também o mês das crianças. E de que a única........
