Tchernobyl: a vida encontra sempre um caminho
No dia 26 de abril assinalam-se 40 anos sobre o acidente com o reator número 4 da central de Tchernobyl, na atual Ucrânia, que esteve na origem do maior desastre nuclear da história. Numa altura em que se deve continuar a equacionar alternativas aos combustíveis fósseis, importa relembrar as lições do passado. Se contarmos com as consequências indiretas de longo prazo, que fizeram aumentar a incidência de cancros, sobretudo da tiroide, em quem foi exposto à radiação, o número de mortos poderá ascender a 4000, segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde.
O desastre implicou também a evacuação de um número considerável de habitantes da área mais afetada – mais de 100.000 –, incluindo a cidade de Pripyat, construída para albergar os trabalhadores da central nuclear e suas famílias. Foi também determinada uma área de evacuação que hoje se estende por cerca de 2500 quilómetros quadrados. Nesta área, só podem entrar pessoas autorizadas e a permanência dentro dela tem de ser curta.
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