PFAS na Europa, em Portugal e em Lisboa: este é o tempo de agir
É bem provável que o leitor já tenha ouvido falar dos chamados “químicos eternos” – uma categoria de substâncias per e polifluoroalquiladas (por isso são também conhecidos por PFAS) que, dependendo do método usado para estimar o conjunto, pode incluir de dez mil a sete milhões de compostos sintéticos que resistem à degradação no meio ambiente. Atualmente, muitos destes compostos são ainda autorizados e integram produtos tão variados como frigideiras antiaderentes, embalagens, cosméticos, pesticidas, têxteis impermeáveis, resistentes a nódoas e ao fogo, entre muitos outros produtos que usamos no dia-a-dia. Até as espumas usadas para combater incêndios contêm PFAS.
Um problema cada vez mais evidente é a facilidade com que estas substâncias se libertam durante qualquer uma das fases do seu ciclo de vida – da produção, à utilização e ao descarte, seja por contacto, por via de águas industriais ou até de emissões gasosas. Na realidade, mesmo o processo de reciclagem pode libertar PFAS, contaminando os esforços para uma economia circular.
Ao atingirem o meio ambiente, os PFAS têm a tendência a acumular-se no solo e na água, acabando por ser consumidos, entrando nas cadeias alimentares, e contaminando ecossistemas, habitats e espécies variadas.
Tal já se verifica nalguns ecossistemas marinhos e terrestres da Europa, com valores preocupantes de contaminação em predadores de topo como lontras e focas, mas também nos humanos. A facilidade de retenção destes........
