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Imigração à la carte

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18.02.2026

Mais do que expor a fragilidade da falta de decisões estratégicas - ou a falta de empatia do Governo, agora disfarçada de erro de comunicação -, a devastação da tempestade Kristin revelou, com a crueza dos factos, a dissonância absoluta entre a retórica legislativa recente e as necessidades reais do país. Num curto espaço de quatro meses, a realidade encarregou-se de demonstrar que a gestão dos fluxos migratórios não é compatível com oscilações de conveniência ou sensações políticas

Há apenas quatro meses, o debate público era dominado pela aprovação da Lei dos Estrangeiros, movido pela aliança silenciosa entre a AD e o Chega. Usou-se o argumento das fronteiras escancaradas e da falta de regulação para fazer uma triagem elitista e acabar por apostar, quase exclusivamente, em perfis "altamente qualificados" para passar uma mensagem inequívoca: a de que Portugal podia dar-se ao luxo de fechar a porta à mão de obra indiferenciada.

Agora, confrontado com a necessidade urgente de limpar, reconstruir e voltar a erguer o que foi destruído, o Governo reconhece a necessidade de........

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