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E se a IA governasse o mundo?

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08.06.2026

Os sistemas de inteligência artificial têm vindo a ocupar um espaço cada vez mais predominante nas sociedades em que vivemos. Nas nossas vidas pessoais, tornaram-se amigos, terapeutas e professores; no trabalho, assistentes pessoais e conselheiros. O seu papel nos espaços de alta decisão é, também ele, cada vez mais generalizado — um exemplo pioneiro ocorreu em Setembro de 2025, quando, pela primeira vez na história, um agente movido por IA tomou posse como parte de um governo: o caso da Diella, ministra de estado para a Inteligência Artificial do governo da Albânia. A IA tem sido também crescentemente usada para fins militares. Um dos casos mais perturbadores foi o alegado uso do Claude na definição dos alvos do ataque dos Estados Unidos ao Irão, em Fevereiro de 2026. Um alegado erro do agente terá resultado num ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh, matando pelo menos 168 pessoas, entre as quais 110 crianças.

Confiamos cada vez mais nestes sistemas, sem ter verdadeiro conhecimento sobre o seu comportamento no longo prazo. Já testámos repetidamente a sua capacidade em tarefas curtas e isoladas. E se a sua matemática é brilhante, e a sua escrita irrepreensível, a verdade é que não temos qualquer indicador sobre a sua habilidade para tomar decisões complexas, liderar de forma sustentável, ou agir com responsabilidade cívica.

Foi exactamente isso que um estudo da Emergence World se propôs a analisar. Foram desenvolvidas cinco simulações de sociedade, habitadas e governadas exclusivamente por agentes de IA durante 15 dias. Os mesmos dez agentes viviam em todos os mundos, com empregos, papéis e responsabilidades definidos de forma qualitativa. A diferença entre cada simulação era o modelo que movia o comportamento dos agentes — foram testados o Claude Sonnet 4.6, da Anthropic; o Grok 4.1 Fast, da xAI de Elon Musk; o Gemini 3 Flash, da Google; o GPT-5 Mini, da OpenAI; e um quinto........

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