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E agora Cuba

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19.03.2026

O neoliberalismo dos anos 1990 e das décadas seguintes tendeu a ser a armadura teórica para sustentar a longa fase passional que uniu a Europa ocidental aos Estados Unidas da América. Só agora essa situação histórica determinada por relações de hegemonia e dependência trouxe ao de cima o mistério imperscrutável de o país mais mortífero e funesto do mundo, nas palavras de Nelson Mandela, ter sido o mais odiado fora do continente europeu, mas o mais considerado e imitado desde Reykjavik a Lisboa.

Foi necessário entronizar um idiota narcisista para se alargar abruptamente a consciência e percepção colectivas de milhões de pessoas adormecidas nos vínculos da tradição e no fluxo melífluo das identidades individuais e do imaginário de Hollywood. O espectáculo da guerra é grotesco. Trump é grotesco. Alguém dizer, no ritual do comício, “Fúria épica: gosto desse nome” é grotesco.

Nos EUA, as campanhas anti-Trump........

© PÚBLICO