10 anos de solidão
No dia de Ano Novo, o País assistiu à despedida de Marcelo Rebelo de Sousa. Como por cá não temos a tradição do farewell address da república americana, e dado o calendário das eleições presidenciais, a despedida pública do Presidente da República em funções acaba por ocorrer no último discurso de Ano Novo do mandato. E Marcelo tinha 10 anos atrás de si. Não é coisa de pouca monta. Mal o País o ouviu, se alguma expectativa restava nas almas ingénuas, foi imediatamente vaporizada.
Não há outra forma de dizer isto, mas Marcelo pura e simplesmente não teve nada para dizer. Absolutamente nada. Acaba os seus mandatos na presidência como os começou: oco. O vazio de 2016 era disfarçado pelo “novo estilo” de fazer política e a onda de popularidade sentimental cultivada pela “proximidade” e por outros truques menos dignos. Havia a Geringonça, o PS com um grupo parlamentar minúsculo dominava o País com o único intuito de satisfazer o ressentimento político mais........
