A lei do menor esforço
O calor típico de verão invadia o meu escritório enquanto o ar condicionado não arrancava. Era de manhã cedo quando, de forma fugaz, lancei os olhos às capas dos jornais do dia. Estamos a chegar ao fim de agosto e há uma série de notícias que, por norma, têm lugar cativo nas páginas da frente. Este ano, não sei se por impressão minha ou porque é realmente atípico, temos sido assombrados por notícias com um efeito particularmente negativo na sociedade: notícias sobre criminalidade violenta.
Nas últimas semanas, sucederam-se os relatos de tiroteios em Lisboa e no Porto, esfaqueamentos em espaços públicos à luz do dia, agressões a polícias e episódios de violência doméstica em que o agressor já estava sinalizado pelas autoridades, sem que a atuação do Estado se tenha revelado eficaz. São situações em que o risco era conhecido e, ainda assim, o desfecho não foi evitado.
Esta lista não é, de todo, exaustiva. Há problemas de fundo que a sustentam. O fenómeno do louro prensado na Baixa de Lisboa, por exemplo, é conhecido pelas........
