Função Pública: Serviços que existem para si próprios
De acordo com os dados mais recentes publicados pelo Jornal ECO, o Estado atingiu um novo recorde histórico ao empregar 767.094 trabalhadores na Função Pública, registando um crescimento homólogo de 1,1%. Ao mesmo tempo, o ganho médio mensal dos funcionários públicos ultrapassou os 2.280 euros, bem acima da média nacional. Contudo, para o cidadão comum, estes números traduzem-se numa enorme contradição. Paga-se cada vez mais por um Estado gigantesco, mas recebe-se, em troca, serviços públicos com uma qualidade manifestamente degradada e tempos de espera sufocantes.
Esta discrepância evidencia uma profunda captura corporativa (e até sindical) do aparelho estatal, onde a máquina administrativa parece funcionar prioritariamente para servir os direitos, vantagens e conveniências da própria estrutura funcional, relegando o utente para o papel de mero pagador de impostos em vez de lhe dar um retorno mínimo admissível.
Assim, na perspetiva do utente, quantos mais recursos, pior serviço, numa relação inversamente proporcional ao que deveria ser natural.
Apesar do aumento do número de efetivos, a prestação dos serviços públicos essenciais tem vindo a deteriorar-se visivelmente, por exemplo:
Serviço Nacional de Saúde (SNS) – Maternidades e urgências encerradas rotativamente por todo o país, listas de espera com meses ou anos para consultas de especialidade ou cirurgias e taxas crescentes de utentes sem médico de família.
Segurança Social e AIMA – Filas........
