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Função Pública: Serviços que existem para si próprios

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19.09.2026

​De acordo com os dados mais recentes publicados pelo Jornal ECO, o Estado atingiu um novo recorde histórico ao empregar 767.094 trabalhadores na Função Pública, registando um crescimento homólogo de 1,1%. Ao mesmo tempo, o ganho médio mensal dos funcionários públicos ultrapassou os 2.280 euros, bem acima da média nacional. Contudo, para o cidadão comum, estes números traduzem-se numa enorme contradição. Paga-se cada vez mais por um Estado gigantesco, mas recebe-se, em troca, serviços públicos com uma qualidade manifestamente degradada e tempos de espera sufocantes.

​Esta discrepância evidencia uma profunda captura corporativa (e até sindical) do aparelho estatal, onde a máquina administrativa parece funcionar prioritariamente para servir os direitos, vantagens e conveniências da própria estrutura funcional, relegando o utente para o papel de mero pagador de impostos em vez de lhe dar um retorno mínimo admissível.

​Assim, na perspetiva do utente, quantos mais recursos, pior serviço, numa relação inversamente proporcional ao que deveria ser natural.

​Apesar do aumento do número de efetivos, a prestação dos serviços públicos essenciais tem vindo a deteriorar-se visivelmente, por exemplo:

​Serviço Nacional de Saúde (SNS) – Maternidades e urgências encerradas rotativamente por todo o país, listas de espera com meses ou anos para consultas de especialidade ou cirurgias e taxas crescentes de utentes sem médico de família.

​Segurança Social e AIMA – Filas........

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