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XVI Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente & Sustentabilidade premia 11 vencedores em Belo Horizonte

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10.06.2026

A solenidade do XVI Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente & Sustentabilidade (PHW), considerado hoje a maior premiação ambiental do Brasil, emocionou os convidados na noite desta segunda-feira, 8 de junho, no Centro de Convenções da CDL-BH, encerrando as comemorações da “Semana Mundial do Meio Ambiente”.

Onze projetos, incluindo dois nacionais e um internacional, foram vencedores. As mudanças climáticas, que cada vez mais impactam a natureza e a vida das pessoas, foram o tema central desta edição.

O tema do PHW — “A natureza fala. Quando não ouvimos, ela grita” — refere-se à tragédia que destruiu 85% do município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), causada por um tornado na véspera da COP30, em Belém, que colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre o clima.

Os 150 projetos inscritos, todos de alta qualidade, foram um marco relevante na história do prêmio. Os onze ganhadores foram distribuídos nas categorias Melhor Exemplo de Mobilização Social, Melhor Exemplo de Flora, Destaque Municipal, Destaque Nacional, Melhor Exemplo de Biodiversidade, Melhor Exemplo de Educação Ambiental, Melhor Exemplo de Água, Homenagem Especial, Destaque Internacional, Diplomata Ambiental e Ambientalista do Ano.

Segundo o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, à frente da Revista Ecológico, idealizador e coordenador da premiação, o tema deste ano reflete um momento decisivo para a humanidade. Ele acredita que o clamor da natureza é, acima de tudo, um chamado à mudança de comportamento humano.

Segundo Hiram, é necessário rever hábitos, aproximar-se novamente da natureza e compreender que a preservação ambiental depende de atitudes individuais e coletivas. Apesar dos desafios, ele mantém uma visão otimista. “A vida nasceu para dar certo”, disse, ao lembrar que a natureza tem uma extraordinária capacidade de adaptação e regeneração.

Ao comentar a trajetória do prêmio, Hiram recordou que a iniciativa surgiu após o fim da chamada “lista suja”, que apontava as empresas mais poluidoras de Minas Gerais. Com a evolução da legislação ambiental e a adequação das empresas às normas vigentes, nasceu a ideia de reconhecer aqueles que promoviam boas práticas ambientais. “Tem muita gente fazendo coisa boa pela natureza”, destacou.

Entre as autoridades presentes, Túlio Andrade, diretor de Estratégia da COP-30, representando o embaixador André Corrêa do Lago; Lyssandro Norton Siqueira, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais; Sirely Dimitrius Chaves, subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima de Belo Horizonte, representando o prefeito Álvaro Damião e o Secretário Municipal de Meio Ambiente João Paulo Menna Barreto; a diretora-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Leticia Capistrano Campos; o diretor-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Marcelo da Fonseca; Marília Carvalho de Melo, presidente da Copasa; e Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL-BH e do Sebrae Minas.

Na principal honraria da premiação, o climatologista Carlos Nobre foi agraciado com o título de Ambientalista do Ano, pela contribuição científica e a defesa de políticas voltadas à proteção da Amazônia e ao enfrentamento das mudanças climáticas. Nobre construiu uma trajetória importante em instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O cientista alertou para os riscos associados ao aumento da temperatura global. Segundo ele, a continuidade das emissões de gases de efeito estufa pode levar o planeta a ultrapassar pontos de não retorno, com consequências severas para biomas como a Amazônia, o Pantanal, a Caatinga e o Cerrado.

“A natureza está gritando porque estamos nos aproximando de limites perigosos para o equilíbrio climático do planeta”, disse. Apesar do cenário preocupante, o pesquisador acredita que ainda é possível reverter parte dos danos. “É totalmente factível zerar o uso de combustíveis fósseis até 2040 e promover uma grande restauração florestal”, afirmou. Para ele, o Brasil tem condições de liderar uma transformação global baseada na recuperação dos biomas, no combate ao desmatamento e na expansão das energias renováveis.

Ao receber a homenagem do prêmio, Carlos Nobre destacou sua admiração por Hugo Werneck. “Fiquei muito honrado em receber este prêmio”, declarou.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Lyssandro Norton Siqueira, a natureza pede harmonia entre crescimento econômico, proteção ambiental e respeito às pessoas. “A natureza busca equilíbrio”, afirmou o secretário, lembrando que a construção de soluções ambientais depende da atuação conjunta do poder público, do setor produtivo e da........

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