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A postos para a decisão

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Há uma tentativa e reinvenção evidente, ainda nem sempre sedutora à vista. Se diante do Rio Ave o FC Porto se apresentou como um ensaio em transição para maior verticalidade nas alas, procurando largura e profundidade (ainda que persistisse a tentação de construir pelo centro, um trilho já cartografado pelos adversários, que lhe antecipam movimentos e lhe condicionam a fluidez), já contra o Arouca foi muito mais controlador, portador em posse e consistência. Uma primeira parte que lembrou o início da época, onde os adversários tinham pouca bola nos pés e muita nos olhos. Mas ao regressar da segunda parte, o Arouca mostrou bem que conseguia ferir o FC Porto num lance em que envia uma bola à trave, numa reedição do minuto 1 travestido de 46. O aviso havia sido dado, o FC Porto nunca conseguiu esquecer o lance até que o nervoso miudinho chegou com o empate aos 70 minutos. Instalou-se a dúvida: o FC Porto poderia não chegar para esta inusitada e eficaz encomenda de Vasco Seabra.


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