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Rearmar a Europa não é reindustrializá-la

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11.08.2026

À medida que a indústria automóvel europeia definha e o rearmamento europeu ganha fôlego político e financeiro, começa a desenhar-se um caminho preocupante: o de reconverter capacidade industrial civil em capacidade de defesa, como se isso fosse uma resposta ao declínio industrial do continente. Não é, e importa dizê-lo com clareza.

O plano europeu de rearmamento “Readiness 2030” mobiliza mais de 800 mil milhões de euros. Os sinais acumulam-se: a Renault associou-se à Thales para produzir veículos táticos e munições-drone; a Volkswagen negoceia a reconversão da sua fábrica de Osnabrück, cuja produção automóvel termina em 2027, para fornecer componentes do sistema de defesa aérea israelita Iron Dome. E os exemplos multiplicam-se. O que era residual começa a........

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