menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

BRICS em Nova Deli

11 0
latest

1. No ano de 2026, a Índia sucedeu ao Brasil na Presidência anual e rotativa do grupo BRICS, ano em que se comemoram os vinte anos das primeiras reuniões por iniciativa da Rússia, que estiveram na origem da versão inicial BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) que, em 2011, passa a BRICS, com a adesão da África do Sul e, mais tarde (2024/5) a BRICS , com a entrada formal de outros 5 países.

Na 16ª Cimeira de Kazan/Rússia (Outubro2024) foi criada a categoria de “país parceiro”, somando (Brics parcerias) 21 nações.

Estas 21 nações representam cerca de 54% da população mundial, 42% do PIB Global (em Paridades de Poder de Compra), o controlo de ligeiramente mais de 43% da extração de petróleo bruto no Mundo e cerca de 36% da produção de gás natural. Nota: uma realidade de peso a merecer ser olhada, analisada e acompanhada de perto na sua progressão. Poderemos estar perante um dos instrumentos mais influentes na mudança a prazo do Planeta, em termos de organização política e económica.

2. Que papel este grupo de países, tão heterogéneo, mas, apesar disso, com fortes laços de entendimento, entre si, poderá vir a ter na prossecução de objectivos concretos, o maior dos quais, o de caminhar para um mundo gerido por princípios nos antípodas dos actuais, que não a defesa exclusiva dos interesses do Ocidente! Um outro Mundo com vários centros de poder na sua governação global. Um mundo multipolar contra o unipolar que o Ocidente pretende impor.

Acerca destes laços, uma questão importante se nos coloca: o que cimenta os BRICS, agora BRICS , sendo países tão diferentes em “quase tudo”: tipo de organização de Estado, religião, cultura, tradições, gestão política, objectivos, organização empresarial e sindical, relações diplomáticas, “quase tudo”, repito.

Quatro pilares se conjugam na união destes países. E, diremos, que até ajudam a estender a sua........

© Jornal Económico