Eu achava que estava bem. Não estava. E a maioria dos líderes também não
Durante anos, fui o exemplo clássico de alto desempenho. Cumpria objetivos, liderava equipas, respondia a e-mails a qualquer hora e dizia, a mim própria e aos outros, que estava tudo bem. Não estava.
O que experienciei não foi burnout no sentido clássico. Foi algo mais subtil e, talvez por isso, mais perigoso: uma espécie de apatia funcional. Continuei a trabalhar, a entregar resultados, a estar presente. Mas tinha perdido a capacidade de sentir verdadeiro entusiasmo ou realização. Quando recebi uma promoção pela qual tinha lutado durante anos, não senti absolutamente nada.
Hoje sei que esta não é apenas uma história pessoal. É uma realidade organizacional e está a acontecer em larga escala.
Os dados confirmam-no. O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, mostra que o engagement global caiu para 20%, o valor mais baixo desde 2020. A principal quebra vem precisamente dos gestores, cujo nível de envolvimento desceu nove pontos desde 2022. São as pessoas com maior responsabilidade sobre equipas, cultura e........
