Quando a investigação têxtil portuguesa ajuda a definir o futuro
A participação do CITEVE na Techtextil 2026, que hoje termina em Frankfurt (Alemanha), não é apenas mais uma presença institucional num dos maiores palcos internacionais de têxteis técnicos, mas também uma afirmação inequívoca de liderança científica, visão estratégica e capacidade de transformação ao serviço da indústria têxtil.
O CITEVE está presente neste certame com stands que marcam a diferença e nos quais estão patentes alguns dos resultados dos três projetos financiados pelo PRR e liderados por esta entidade: Giatex, Texp@ct e be@t.
Para além de diversos demonstradores expostos, a presença do projeto be@t fica marcada ainda pela apresentação de sete comunicações científicas, distribuídas ao longo de três dias, no Techtextil Forum. As comunicações evidenciaram os resultados científicos de diferentes medidas do projeto, desde o desenvolvimento de novos materiais, passando pela funcionalização e pela sua aplicação em setores exigentes como a mobilidade, até ao seu fim de vida.
Finalmente, o projeto be@t garantiu ainda a presença do CITEVE no Techtextil Innovation Awards 2026, na categoria "New Chemicals & Dyes", com a solução desenvolvida em parceria com a Lameirinho e o CeNTI, relativa à utilização de resíduos agroindustriais em pastas de estamparia, para o desenvolvimento de produtos moda e têxtil-lar com incorporação de resíduos de cinza, casca de madeira e podas de videira.
O que ficou evidente na Techtextil 2026 é que o futuro dos têxteis já está em construção, e o CITEVE está entre os seus principais arquitetos. A aposta em materiais renováveis, processos sustentáveis e funcionalidades avançadas não é uma tendência passageira; é a nova base do setor.
No entanto, a transição para modelos verdadeiramente sustentáveis exige mais do que inovação tecnológica. Requer mudanças estruturais nas cadeias de valor, políticas públicas alinhadas e, sobretudo, compromisso por parte da indústria. O CITEVE tem mostrado liderança, mas o impacto real dependerá da capacidade de escalar estas soluções.
Se há uma mensagem a retirar desta participação, é clara: o futuro dos têxteis será sustentável, circular e inteligente, e Portugal, através do CITEVE, está a ajudar a escrevê-lo.
