Os caroços da minha anona
Recebi um recado: nunca mais escreveste uma crónica? É verdade, sim senhora. E, de repente, pus-me a pensar sobre o assunto e, tendo regressado do Porto Santo e deixando de fazer sentido relatar o quotidiano na ilha dourada, interroguei-me: irei escrever sobre o quê?
Eis-que, e inspirando-me em alguns dos cronistas que mais admiro tais como Lobo Antunes, Vera Lagoa, Clarice Lispector entre outros, resolvi assumir a minha condição de memorialista e assim, munida de boas intenções, retomarei estes escritos, procurando não a verdade (injusta e temerosa missão), nem o dogmatismo (triste e tola incumbência), mas apenas dar a conhecer momentos e pessoas do antigamente, guiada pela emoção e pelo prazer e avisando desde logo que a isenção e a criatividade serão as minhas bússolas. O resto, será o que o destino destinar. Apenas.
Vem tudo isto a propósito de gostar de anonas e........
