Bateria como serviço: o novo financiamento do carro elétrico
O BaaS, Battery as a Service, parte de uma ideia simples: o cliente compra o carro, mas paga a bateria separadamente, por assinatura, uso, capacidade ou troca.
A indústria tenta resolver o ponto mais sensível do elétrico: o componente mais caro, mais sujeito à evolução tecnológica e mais difícil de precificar no usado.
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O que mudou de verdade
A NIO, na China, foi uma das primeiras marcas a transformar essa ideia em modelo de negócio. Em 2020, lançou o BaaS, permitindo a compra do carro sem a bateria. Nos modelos ES8, ES6 e EC6, a opção reduzia RMB 70 mil do preço do veículo e previa assinatura mensal de RMB 980 para o pacote de 70 kWh, segundo a própria companhia.
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A bateria deixa de ser apenas uma peça dentro do carro e passa a ser um ativo financeiro separado. Isso muda a entrada, a parcela, a garantia, o seguro, a recompra e a avaliação do usado.
A lógica ataca três barreiras conhecidas: preço inicial, medo de degradação e insegurança sobre revenda. Para o consumidor, o carro fica mais acessível. Para a montadora, nasce receita recorrente. Para o banco, surge nova estrutura de garantia. Para o concessionário, aparece uma régua mais complexa de........
