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O Senhor das Moscas e o chamado da tribo

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19.05.2026

Vi este fim de semana com meu filho a nova série da BBC “O Senhor das Moscas”, baseada no livro homônimo de William Golding, que li faz algum tempo. A série foi bem fiel ao livro, pelo que me recordo. E a moral da história segue intacta: cuidado com a natureza humana! Ela precisa ser domesticada, o homem deve ser civilizado, mas a besta que vive em seu interior estará sempre lá, pronta para assumir o controle.

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Após a queda de um avião, um grupo de garotos fica preso em uma ilha tropical no Oceano Pacífico, no início da década de 1950. Ralph, um menino bom, tenta liderar os garotos, com a ajuda do “intelectual” Piggy, que sugere regras para manter a ordem. No entanto, Jack inicia uma rebelião, e a sociedade improvisada que eles formaram começa a desmoronar. O tribalismo fala mais alto. Comentei sobre o livro em meu Esquerda Caviar:

O mal existe. O ser humano, ao contrário do que quer acreditar a esquerda caviar, não nasce bonzinho, mas com inclinação para a prática da violência. Nelson Rodrigues resumiu com perfeição: “Se é verdade que um menino está isento do bem e do mal, então é um pequenino canalha”.

Em “O senhor das moscas”, William Golding retrata com realismo essa natureza humana, presente na mais tenra idade. Qualquer pai sabe que seu filho, desde muito cedo, gosta de apelar ao uso da força para obter aquilo que deseja. Civilizar é impor limites a esse impulso natural, que sempre, no entanto, estará lá, latente, como uma besta à espreita, aguardando uma oportunidade para emergir com total energia.

Quem não quer se dar ao trabalho de ler, ao menos veja o filme “O anjo malvado”, com Macaulay Culkin, de 1993. É ficção, claro, mas retrata algo factível: uma criança........

© Gazeta do Povo