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O risco de uma escalada na guerra entre EUA e Irã

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20.04.2026

A trégua de duas semanas na guerra entre o Irã e os EUA, cujo prazo se extingue amanhã, e a reabertura do Estreito de Ormuz, na costa iraniana, anunciada pelo presidente Trump em suas redes sociais na última sexta-feira, dia 17 de abril, deram uma esperança ao mundo de que a crise estava ficando para trás. Isso se refletiu imediatamente nos mercados de petróleo, cujos preços despencaram, em um sinal de otimismo. Entretanto, o alívio das tensões foi efêmero e não durou nem 24 horas.

A situação retornou muito rapidamente ao status anterior, com a Guarda Revolucionária do Irã voltando a obrigar os navios mercantes a dar meia-volta em suas tentativas de ultrapassar o Estreito controlado pelos iranianos.

Ao retomar o bloqueio, o governo iraniano se contradisse, uma vez que tinha sido Seyed Abbas Araghchi, o ministro das Relações Exteriores do país, que havia anunciado que a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz seria “completamente aberta” pelo período restante do cessar-fogo entre EUA e Irã, uma vez que havia sido celebrada uma trégua no conflito entre Israel e o Líbano, que beneficiava o Hezbollah, aliado iraniano.

A explicação mais plausível para essa contradição parece estar na falta de unidade de comando no Irã. Com praticamente toda a liderança eliminada pelos ataques israelenses, a começar pelo líder........

© Gazeta do Povo