O juiz que não temos
Em 2017, um vídeo de um julgamento de infração de trânsito viralizou nas redes sociais. Tratava-se de uma mulher com várias multas, somando um valor de algumas centenas de dólares. Ao tentar se defender, tudo que conseguiu dizer é que passava por um ano difícil, especialmente depois do seu filho ter sido assassinado. “Me sinto tão vazia e perdida...”
O caso ocorreu em Providence, capital do estado de Rhode Island, nos Estados Unidos. O juiz era Frank Caprio e o vídeo só existiu por ser parte de um programa de tevê chamado Caught In Providence, que começou em 1988, na televisão local. Com alguns intervalos, chegou a ser exibido nacionalmente nos EUA até que, com o surgimento das redes sociais, foi disponibilizado no YouTube, tornando o juiz uma celebridade internacional. Mas não pelos casos, todos sem maior relevância, e sim por sua compaixão.
Frank Caprio se interessava pelas vidas e circunstâncias de cada acusado, humanizando não apenas os julgamentos, mas todos que os assistiam e ainda podem assistir no YouTube. Em entrevistas, costumava dizer: “Penso que devo levar em consideração se alguém está doente, se sua mãe morreu, se tem filhos passando fome. Não uso um distintivo sob minha toga, uso um coração sob minha........
© Gazeta do Povo
